Valorizando a Educação
"As vezes nos esquecemos que o PRESENTE é o FUTURO que tanto esperamos no PASSADO"
terça-feira, 10 de agosto de 2010
AMBIENTES INTERATIVOS
Esses ambientes interativos também podem auxiliar no interesse dos alunos, pois são novidades, que despertam curiosidades e possibilitam aos alunos a assumirem o papel de autor e co-autor na construção do conhecimento.
Os conteúdos mais apropriados para o uso destes tipos de ferramentas são aqueles que possibilitam uma maior discussão, de modo a permitir aos alunos e ao professor a expressar suas opiniões acerca dos assuntos em questão.
Recentemente adotei o fórum de discussão como atividade nas minhas aulas de filosofia para os alunos do Ensino Médio; numa página criada por mim, na forma de fórum, apresentava uma questão sobre o conteúdo estudado, que era acrescida de comentários pelos alunos e pelo professor. Foi uma experiência aproveitosa, onde pude avaliar muitos aspectos, além da compreensão dos conteúdos pelos alunos.
No entanto, foram muitas as dificuldades apresentadas no trabalho com este tipo de atividade; entre algumas cito, por exemplo: a escola possui poucos computadores com conexão com a internet e a falta de pessoas preparadas para trabalhar no laboratório de informática; dificultaram muito o trabalho; outra dificuldade diz respeito ao acesso dos alunos, pois a grande maioria dos alunos envolvidos é da zona rural e não encontra tempo disponível para acessar no turno oposto tendo em vista que os equipamentos são poucos para todos acessarem durante as aulas.
Portanto, precisamos sanar alguns obstáculos para podermos inovar nossa prática pedagógica , principalmente com o trabalho com os ambientes interativos,; e assim, podermos articular com as diversas áreas do conhecimento, possibilitando aos alunos o acesso as essas ferramentas de modo a auxiliar no interesse dos mesmos pelos conteúdos.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
TECNOLOGIAS UTILIZADAS ATUALMENTE NA EDUCAÇÃO
Por: Paulo César Brum Antunes
Resumo
“A Escola não deve converter-se em uma
Incubadora de pequenos monstros, mas
aprende-los a entendê-los.”
(Gramsci)
Incubadora de pequenos monstros, mas
aprende-los a entendê-los.”
(Gramsci)
Esta facilidade de acesso impõe responsabilidades de selecionar o que é significativo da realidade imediata de acordo com os pressupostos orientadores das práticas educativas.
Busca-se uma educação baseada na interlocução dos sujeitos para a interação com os saberes que circulam no ambiente escolar, expressando a realidade individual e coletiva, na tentativa de romper com o senso comum e com o ensino desarticulado, construindo o saber pedágogico significativo usando como ferramenta pedagógica a tecnologia para que o aluno possa ter acesso ao mundo globalizado.
A construção deste saber poderá acontecer através da troca de experiências vividas, com a intenção de fornecer novos significados à educação visando dar unidade aos saberes fragmentados, abordando desde assuntos de seu cotidiano, de seus sentimentos e de suas emoções até os campos científicos.
(BOAVENTURA de S. Aput ARROYO, 2001)
Busca-se uma educação diferente, presencial ou à distancia, centrada em idéias vividas, que brotam da vida cotidiana dos educandos e dos educadores, alicerçada em novos saberes visando alargar-se para esferas mais amplas do mundo globalizado onde os tempos se adensam e as distâncias a cada dia se encurtam.
Tentar superar este saber fragmentado, fruto de vida e de trabalho marcada pela opressão e pelo isolamento requer pensar e agir numa dimensão complexa. Nesta perspectiva, o desenvolvimento de uma prática reflexiva, dialógica e eficaz requer integrar o sujeito com o mundo.
Estas eras do conhecimento requerem do aprendiz: criatividade, desenvolvimento de habilidades básicas e técnicas, mas também as capacidades de liderança, tomada de decisão, resolução de problemas, auto desenvolvimento e as habilidades de comunicação de raciocínio crítico.
Pode-se dizer que tanto a escola, como os meios de comunicação de massa e outros equipamentos, tem contribuido historicamente de forma significativa à reprodução da ordem social dominante.
Entretanto, ao mesmo tempo e que existem pràticas e discursos que se abrem para a multiciplidade das formas de existëncia, isto è, para a construção do novo, (Vital Brasil,1994).
As tecnologias são desenvolvidas para transformar o modo como vivemos, pensamos e aprendemos. Hoje em dia, temos necessidade de processar mais informações em períodos de tempos mais curtos, porque o tempo de que dispomos é também um recurso cada vez mais escasso. À medida que os processos de produção e novos serviços são criados ou transformados, a informação e o conhecimento gerado pela tecnologia tornam-se rapidamente obsoleto.
Atualmente, devido às alterações a partir dos avanços tecnologicos, as comunicações, se traduzem em mundanças irreversiveis nos comportamentos pessoais e socias. Surgem novas formas de pensar, de agir e se relacionar comunicativamente em habitos corriqueiros.
A televisão, o rádio, o telefone, o vídeo cassete, são equipamentos conhecidos de todos e também de acesso fácil, junto com outras tecnologias como do fax ao computador pessoal- e suas multiplas possibilidades de uso como veículos de comunicação, informação, lazer e aprendizagem, não causam tantas surpresas ao nosso aluno.
Entretanto, nossas escolas na sua grande maioria continuam as mesmas, o professor apresenta oralmente o assunto a ser estudado, ou então utiliza a lousa (ou quadro negro) e o giz.
Ao menor ruído, ou tentativas de conversa paralelas, o professor para aula e pede silêncio, pois dessa forma não existe condiçoes de dar aula, (Kensi, 1994).
Ainda para o mesmo autor, necessitamos nos concientizar que o papel do professor, e da escola, nesta nova sociedade mudou. Na sociedade tradicional, a escola era o locus do saber. O professor era a principal fonte do saber e a escola era a instituição responsavel pela memòria social e cultural na sociedade.
Neste contexto, a escola era a formadora dos sujeitos e precisava lhes garantir todos os instrumentos para sua realização pessoal e profissional no âmbito da sociedade.
Precisa-se pensar em um novo ambiente escolar, em novas formas de ensinar e aprender, em que as novas tecnologias ressignifiquem a aprendizagem em todas as suas dimensões, onde o desenvolvimento de atividades complexas valorize a atenção, a capacidade de concentração e a organização do conhecimento centrado no “aprender a buscar o saber”, fundamentados nos sentidos, sentimentos e emoções. Resta aos professores também se integrarem a esse novo modelo de prática educativa, buscando sempre atualização a estas novas tecnologias, pois necessita estar não a frente do tempo, mas sim junto a ele.
Tentar superar este saber fragmentado, fruto de vida e de trabalho marcada pela opressão e pelo isolamento requer pensar e agir numa dimensão complexa. Nesta perspectiva, o desenvolvimento de uma prática reflexiva, dialógica e eficaz requer integrar o sujeito com o mundo.
Estas eras do conhecimento requerem do aprendiz: criatividade, desenvolvimento de habilidades básicas e técnicas, mas também as capacidades de liderança, tomada de decisão, resolução de problemas, auto desenvolvimento e as habilidades de comunicação de raciocínio crítico.
Entretanto, ao mesmo tempo e que existem pràticas e discursos que se abrem para a multiciplidade das formas de existëncia, isto è, para a construção do novo, (Vital Brasil,1994).
Atualmente, devido às alterações a partir dos avanços tecnologicos, as comunicações, se traduzem em mundanças irreversiveis nos comportamentos pessoais e socias. Surgem novas formas de pensar, de agir e se relacionar comunicativamente em habitos corriqueiros.
A televisão, o rádio, o telefone, o vídeo cassete, são equipamentos conhecidos de todos e também de acesso fácil, junto com outras tecnologias como do fax ao computador pessoal- e suas multiplas possibilidades de uso como veículos de comunicação, informação, lazer e aprendizagem, não causam tantas surpresas ao nosso aluno.
Entretanto, nossas escolas na sua grande maioria continuam as mesmas, o professor apresenta oralmente o assunto a ser estudado, ou então utiliza a lousa (ou quadro negro) e o giz.
Ao menor ruído, ou tentativas de conversa paralelas, o professor para aula e pede silêncio, pois dessa forma não existe condiçoes de dar aula, (Kensi, 1994).
Ainda para o mesmo autor, necessitamos nos concientizar que o papel do professor, e da escola, nesta nova sociedade mudou. Na sociedade tradicional, a escola era o locus do saber. O professor era a principal fonte do saber e a escola era a instituição responsavel pela memòria social e cultural na sociedade.
Neste contexto, a escola era a formadora dos sujeitos e precisava lhes garantir todos os instrumentos para sua realização pessoal e profissional no âmbito da sociedade.
Precisa-se pensar em um novo ambiente escolar, em novas formas de ensinar e aprender, em que as novas tecnologias ressignifiquem a aprendizagem em todas as suas dimensões, onde o desenvolvimento de atividades complexas valorize a atenção, a capacidade de concentração e a organização do conhecimento centrado no “aprender a buscar o saber”, fundamentados nos sentidos, sentimentos e emoções. Resta aos professores também se integrarem a esse novo modelo de prática educativa, buscando sempre atualização a estas novas tecnologias, pois necessita estar não a frente do tempo, mas sim junto a ele.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Arroyo, Miguel G. Ofício de Mestre: Imagens e auto-imagens. 3°Edição .Ano:2001. Editora Vozes.
Assmann, H. (org); Lopes R.P.; REDES DIGITAIS E METAMORFOSE DO APRENDER. Editora Vozes, Petrópolis: 2005.
Ozorio, Mario - Escrever é preciso. Ijuí: 1997. Editora Unijui
Morim, E. A cabeça bem feita—repensar a reforma e reformar pensamento. Rio de Janeiro: 2004. Ed. Bertrand Brasil.
Vital Brasil, influência dos meios de comunicação de massa na formação, controle e alienação dos sujeitos sociais. Ano:1994.
Kenski, Vani M. O professor, a escola e os recursos didaticos em uma sociedade cheia de tecnologias. São Paulo, UNICAMP. Ano: 1994.
Assmann, H. (org); Lopes R.P.; REDES DIGITAIS E METAMORFOSE DO APRENDER. Editora Vozes, Petrópolis: 2005.
Ozorio, Mario - Escrever é preciso. Ijuí: 1997. Editora Unijui
Morim, E. A cabeça bem feita—repensar a reforma e reformar pensamento. Rio de Janeiro: 2004. Ed. Bertrand Brasil.
Vital Brasil, influência dos meios de comunicação de massa na formação, controle e alienação dos sujeitos sociais. Ano:1994.
Kenski, Vani M. O professor, a escola e os recursos didaticos em uma sociedade cheia de tecnologias. São Paulo, UNICAMP. Ano: 1994.
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